07 junho, 2009

Réplica



"I. Presente perfeito

“Não foi o vermelho que expirou.” ?
Como!? Se na ficção da vida
de uma noite de janeiro,
cheio de para-sempres, o mato!

II. Pretérito perfeito

Mais:
aquele vermelho, finado e passageiro,morreu única e exclusivamente
porque assim o fiz.
Morte de minhas próprias mãos,numa disparatada e voraz
...explosão!
Toda sonora.
Cheia de força.
D’uma só vez.

Minutos depois, a calmaria...
Então (re) matei metódico,
com toques e retoques,
cheio de cuidados e esmero,
E de sorrisos na face,encerrei o vermelho.

III.Futuro do Presente

Como matemático, em voz alta,
provo o trabalho acabado.
E é na garganta que o sinto correto:
de canto é seu fado.

Ao som de canção,
(nova explosão!)
tudo novamente se dá:
um’outra felicidade;
um’outra fabulação.
E assim, em fato – sonoro –
se refaz e desfaza
vida do m-eu-lírico vermelho.

(em resposta. a mim e ao amigo rafael.)"

25 Março, 2007


a ambos..

Um comentário:

Rodolfo disse...

era bom, sabe?

nessa epoca eu fazia poemas. tinha uma menina - linda, por sinal. o nome (co incidencia?) era Leticia. os poemas, a ela, eu os lia antes mesmo de estarem prontos. uns ela gostava. outros , como esse, ela queria explodir! uns eu os escondia. mas estes, cedo ou tarde, se tornavam os piores: ela os descobria.

passaram os poemas. leticia passou
? passou o tempo.

e continua passando,
"com seus ciclos belos e absurdos".