04 setembro, 2007

Desejo

"Os acontecimentos se esvaziam ao serem consumidos".

Ressonância

"A arte e o pensamento se inscrevem nesse tempo em que os efeitos não se esgotam no momento da sede, mas vão repercutir mais além e em seguida, muito depois, num lapso que é o domínio mesmo da criação".

Janice Caiafa

02 setembro, 2007

Trabalhando o desprendimento

.:pronta para cruzar o oceano:.

04 agosto, 2007

É um doce te amar, o amargo é querer-te pra mim

.:Love is touching souls:.

Oh you are in my blood like holy wine
Oh and you taste so bitter but you taste so sweet
Oh I could drink a case of you

08 junho, 2007

Cessar, sobrevivência translata

"Cessar, ser incógnito e externo, movimento de ramos em áleas afastadas, ténue cair de folhas, conhecido no som mais que na queda, mar alto fino dos repuxos ao longe, e todo o indefinido dos parques na noite, perdidos entre emaranhamentos contínuos, labirintos naturais da treva!"


(Pessoa)

06 junho, 2007

Love Movie

"The very thought of you makes
My heart sing
Like an April breeze
On the wings of spring
And you appear in all your splendour.."

(Sting)

02 junho, 2007

O desconcertante sabor da felicidade

O que fazer ao ter um sonho realizado?
Tão desejado, objeto do meu pensamento durante meses a fio...
Alcançado, conquistado, escrito e carimbado!

O que querer depois disso?
Desconcertante sabor da felicidade.
Vivemos num querer infinito.
É absolutamente assustador,
não querer nada mais do que já se tem,
mesmo que por apenas um dia.

Sonho realizado
fim de uma jornada, porta aberta para muitas outras.
Turbilhão de sensações.
Felicidade e inveja alheia.
Merecido?Hoje, sei que sim.

18 maio, 2007

Tão supérfluo tudo! Nós e o mundo e o mistério de ambos

.:perturba-me a perfeita atenção às minhas sensações:.

Envenenada, ajoelha e não reza

"Ah, mas como eu desejaria lançar ao menos numa alma alguma coisa de veneno, de desassossego e de inquietação. Isso consolarme-ia um pouco da nulidade de acção em que vivo".

"Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa"

(Pessoa e Cê)

Paisagem

Rio, la samba des jours avec toi...
das minhas obsessões,
implicâncias,
paixões antigas e recentes,
flertes sem consequência
e inícios de namoro.

23 abril, 2007

Frame

A vida é boa, Pessoa,
ao som do mar e à luz do céu profundo
isolar o mundo
e encontrar outro...
O perfeito ali tão perto,
sorri e te acolhe no peito.

21 abril, 2007

Pretensão sobre o real


E, perante a realidade suprema da minha alma,
tudo o que é útil e exterior me sabe a frívolo e trivial
ante a soberana e pura grandeza de meus mais vivos
e frequentes sonhos. Esses, para mim, são mais reais.

Livro do Desassossego
Fernando Pessoa

15 abril, 2007



Interação, sem perguntas nem respostas. Despertar. Simples e silencioso.

Pássaro do vale

Lembro-me vagamente de ti...
confundo memória e imaginação,
restos diurnos do que seria.
Sua incerteza cansa
quem quer sempre saber.

Agora me pareces tolo e magro.
Mas ainda posso ver seu sorriso de lado,
deixa infâme de sua novela..

11 abril, 2007

Poema-póstumo

Aujourd'hui j'ai pensé à toi...
de forma inocente
não se gabe!
Alguém parecido me vez lembrar
do seu sorriso de lado
seu jeito gingado
você inteiro
incerto, brejeiro
cheio de medo
de se aprisionar...

Tempestade

Tempestade de mim mesma
leva
lava
traz furiosa...
Caem as folhas
o outono chegou.

02 abril, 2007

Nós, os foliões

Nosso amor passou, eu sei
No princípio eu não quis acreditar
Chorei
Mas depois eu tive que me conformar
Me conformei
A realidade foi maior
Aprendi nessa dor
A mágoa não compensa
E o orgulho é mais cruel
Que toda a indiferença
Pode acreditar, mulher
Nosso amor foi lindo
Como um carnaval qualquer
Que se acaba
E faz um novo dia a dia acontecer
Tão difícil assim como viver
Até um dia em que vem
Reacender alegrias e salões
Nós, os foliões
Nossas alegorias
Tão esperado e se foi
Tão colorido e lá vai
Perdendo a cor
o carnaval do nosso amor
(Paulinho da Viola)

Nada melhor do que começar com um samba,
que fala do fim...