11 junho, 2009
07 junho, 2009
Réplica
"I. Presente perfeito
“Não foi o vermelho que expirou.” ?
Como!? Se na ficção da vida
de uma noite de janeiro,
cheio de para-sempres, o mato!
II. Pretérito perfeito
Mais:
aquele vermelho, finado e passageiro,morreu única e exclusivamente
porque assim o fiz.
Morte de minhas próprias mãos,numa disparatada e voraz
...explosão!
Toda sonora.
Cheia de força.
D’uma só vez.
Minutos depois, a calmaria...
Então (re) matei metódico,
com toques e retoques,
cheio de cuidados e esmero,
E de sorrisos na face,encerrei o vermelho.
III.Futuro do Presente
Como matemático, em voz alta,
provo o trabalho acabado.
E é na garganta que o sinto correto:
de canto é seu fado.
Ao som de canção,
(nova explosão!)
tudo novamente se dá:
um’outra felicidade;
um’outra fabulação.
E assim, em fato – sonoro –
se refaz e desfaza
vida do m-eu-lírico vermelho.
(em resposta. a mim e ao amigo rafael.)"
25 Março, 2007
a ambos..
Vendo passar ela (ou resposta ao vermelho-fato)
"Vermelho-fato.
É com enorme felicidade que vos falo
d’uma noticia fúnebre.
Aconteceu ainda há pouco,
e aconteceu para sempre.
O vermelho, como fato, deu-se e morreu.
Para tudo, o vermelho acabou de expirar.
Os homens que tratem de
arranjar nova luz
para os sinais fechados!
Os extintos partidos camaradas,
nos registros, que sejam renomeados!
que mudem de tom nos mastros!
Quanto ao comando? Ora!
Alí é certo que alguma outra cor já vigora!
Vermelho-fato.
Apreciado não só com os olhos,
mas com corpo, con tato.
Pintado! nos seus últimos
e primeiros instantes brilhou
emoldurando emoldurado.
Pleno.
Foi com toda a verdade
que é capaz de ser
uma peça, uma tonalidade.
Agora para sempre nada! nada,
além daquela breve caminhada,
naquela manhã de janeiro,
terá outra vez verdade e vermelho
no mesmo espaço-tempo.
(à desconhecida que fica)"
15 janeiro, 2007
(Ao Rodolfo e à verdade e vermelho daquele espaço-tempo..)
É com enorme felicidade que vos falo
d’uma noticia fúnebre.
Aconteceu ainda há pouco,
e aconteceu para sempre.
O vermelho, como fato, deu-se e morreu.
Para tudo, o vermelho acabou de expirar.
Os homens que tratem de
arranjar nova luz
para os sinais fechados!
Os extintos partidos camaradas,
nos registros, que sejam renomeados!
que mudem de tom nos mastros!
Quanto ao comando? Ora!
Alí é certo que alguma outra cor já vigora!
Vermelho-fato.
Apreciado não só com os olhos,
mas com corpo, con tato.
Pintado! nos seus últimos
e primeiros instantes brilhou
emoldurando emoldurado.
Pleno.
Foi com toda a verdade
que é capaz de ser
uma peça, uma tonalidade.
Agora para sempre nada! nada,
além daquela breve caminhada,
naquela manhã de janeiro,
terá outra vez verdade e vermelho
no mesmo espaço-tempo.
(à desconhecida que fica)"
15 janeiro, 2007
(Ao Rodolfo e à verdade e vermelho daquele espaço-tempo..)
Resposta à Letícia
"Amor-morto.
Não foi o vermelho que expirou
A tragédia cedeu lugar à pressa
E o real contaminou a graça.
E o amor, este sim, mudou
A morte de amor, morreu
Os olhos dos amantes
Se encheram de preguiça
E a dor não mata mais.
Assim.
Os livros que tratam dos amores dilacerados
Que se dilacerem eles próprios
Ou que ardam – na brasa do sol!
Mudem de nome as criaturas
De um poeta inglês
E se criem novos heróis à maneira nova
Que secam lágrimas ao calor úmido.
Quando choram.
As amêndoas amargas de linhas colombianas
Não exalam seu perfume como dantes
Remetendo aos desejos sem ventura.
Tudo se arruma.
E a dor vem sim como um remédio
Que só no íntimo – e no gosto –
Remete às amêndoas.
Amor-novo.
De um novo entender o sol
E o frescor, o frescor raro.
À maneira nova, serão levados
Os amores – com e sem ventura!
Se a um tempo não se morre, se passa
Ao que se pode ver a extrema graça
De morrer
Um pouquinho de amor
Naquela manhã de fevereiro,
Restaram o sol e os confetes na sarjeta.
E a praça, a praça
continuava ali."
(Ao Rodolfo querido, ao rio, vermelho, ao que passa e ao que cria.) 22 de fevereiro de 2007
Não foi o vermelho que expirou
A tragédia cedeu lugar à pressa
E o real contaminou a graça.
E o amor, este sim, mudou
A morte de amor, morreu
Os olhos dos amantes
Se encheram de preguiça
E a dor não mata mais.
Assim.
Os livros que tratam dos amores dilacerados
Que se dilacerem eles próprios
Ou que ardam – na brasa do sol!
Mudem de nome as criaturas
De um poeta inglês
E se criem novos heróis à maneira nova
Que secam lágrimas ao calor úmido.
Quando choram.
As amêndoas amargas de linhas colombianas
Não exalam seu perfume como dantes
Remetendo aos desejos sem ventura.
Tudo se arruma.
E a dor vem sim como um remédio
Que só no íntimo – e no gosto –
Remete às amêndoas.
Amor-novo.
De um novo entender o sol
E o frescor, o frescor raro.
À maneira nova, serão levados
Os amores – com e sem ventura!
Se a um tempo não se morre, se passa
Ao que se pode ver a extrema graça
De morrer
Um pouquinho de amor
Naquela manhã de fevereiro,
Restaram o sol e os confetes na sarjeta.
E a praça, a praça
continuava ali."
(Ao Rodolfo querido, ao rio, vermelho, ao que passa e ao que cria.) 22 de fevereiro de 2007
Vermelho-fato
Vermelho-fato
Ápice e declínio
flor sem fruto
Vermelho-fato
Vivo
na lembrança da noite.
Morto
ao raiar do dia.
Arrebatador inesperado
transformador rio vermelho
fugaz devaneio
Nuvem
Pleno
Foi início e fim
no que foi dito
no que não foi dito
no que não foi feito
Emoldurado
Anuncia outras cores
ou
a escuridão do nada
Revivê-lo
latente
Mas vermelho é rio
não se repete
desbota a cada infortúnio
"À moça que vivia na Almirante Tamandaré, que hoje mora longe e foi quem escreveu estes versos belos"
Ápice e declínio
flor sem fruto
Vermelho-fato
Vivo
na lembrança da noite.
Morto
ao raiar do dia.
Arrebatador inesperado
transformador rio vermelho
fugaz devaneio
Nuvem
Pleno
Foi início e fim
no que foi dito
no que não foi dito
no que não foi feito
Emoldurado
Anuncia outras cores
ou
a escuridão do nada
Revivê-lo
latente
Mas vermelho é rio
não se repete
desbota a cada infortúnio
"À moça que vivia na Almirante Tamandaré, que hoje mora longe e foi quem escreveu estes versos belos"
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